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Pai que foi salvar filha baleada na cabeça sem saber que era ela relata 'choque' ao vê-la

Pai que foi salvar filha baleada na cabeça sem saber que era ela relata 'choque' ao vê-la
08 outubro 11:10 2021 Imprimir notícia
Brasil

Os comerciantes Tamie Kokubun, de 69 anos, e Rita de Cássia Watanabe Yoshie Kokubun, de 63, pedem por justiça após o latrocínio que vitimou a filha deles, a autônoma Alessandra Tomie Watanabe Kokubun Fagundes, de 41 anos, em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Ela foi morta em frente ao comércio da família, e o pai foi socorrer a pessoa que havia sido baleada sem saber que se tratava da filha.

Em entrevista ao g1 nesta sexta-feira (8), Tamie se emocionou ao relembrar da situação. "Foi difícil, mas a única coisa que quero é justiça. Quero que os policiais consigam prender todos os criminosos, e que eles permaneçam presos. E gostaria de perguntar para eles, olhando no olho, por que fizeram isso. Já que roubou, leva e vai embora, não tira a vida de uma pessoa dessa forma", desabafa.

De acordo com os pais, o momento é de muita dor e saudade da filha. "Nós éramos bastante apegados. Agora, temos que sentir saudade só de longe. Eu fui socorrer porque vi que era uma pessoa que precisava de ajuda, mas quando vi que era minha filha, fiquei travado, sem reação, não conseguia nem falar. Dói muito tudo isso. Tento ocupar a cabeça para não pensar tanto", diz o pai.

A mãe explica que a filha era muito querida por diversas pessoas, e que a população toda se mobilizou após o ocorrido. "Ela era uma filha muito querida e preocupada comigo e com o meu marido, era um amor de pessoa. Isso que é o mais difícil, morávamos perto, éramos muito próximas. Estávamos sempre juntas. Foi tudo muito rápido, e agora espero por justiça. O que me aquece é que ela deixa um legado lindo, e quero lembrar dela sempre alegre", finaliza a mãe.

Dois menores foram apreendidos na última segunda-feira (4) por suspeita de terem participado do latrocínio. Segundo a Polícia Civil, outros três suspeitos foram identificados, e as equipes trabalham para localizá-los.

O crime

Alessandra foi baleada na frente do estabelecimento de comida da família, na Praça Benedito Calixto, no Centro, por volta das 22h de sábado (2). O local fica a 350 metros do 1º DP da cidade. Ela estacionou o carro e, ao sair, foi cercada por cinco criminosos, que anunciaram o assalto. A vítima foi atingida com um tiro na cabeça e outro no abdômen.

Após o crime, o bando fugiu em dois carros, sendo um deles o da vítima. O veículo dela foi abandonado e incendiado na Rua Vinte e Um, no bairro Bopiranga.

Tomie foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itanhaém, já desacordada, mas não resistiu aos ferimentos. O caso foi registrado como latrocínio na Delegacia Seccional de Itanhaém e é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade.

A morte da autônoma é o segundo latrocínio ocorrido em Itanhaém em pouco mais de uma semana. No dia 24 de setembro, uma adolescente e um pedreiro morreram durante um assalto a uma residência. A mãe dela e a irmã também ficaram feridas com disparos, e ficaram internadas.

Prefeitura

O prefeito Tiago Cervantes (PSDB) também se pronunciou sobre o caso por meio de uma nota oficial, divulgada pela assessoria do município. Ele lamentou o crime e disse que vai cobrar as autoridades estaduais. Durante a tarde, o município informou que imagens de câmeras de segurança vão ajudar na identificação dos suspeitos.

Segundo a Prefeitura de Itanhaém, câmeras de monitoramento da Central de Operações e Inteligência (COI) capturaram imagens do veículo dos criminosos, que seguiram, na região central da cidade, o automóvel da empresária.

De acordo com a administração, é possível ver os criminosos contornando a Praça Narciso de Andrade e depois seguindo pela ladeira da Avenida João Batista Leal. Depois do crime, eles fugiram pela região do bairro Baixio, invadindo um trecho na contramão da Rua João Batista Leal, para acessar a passagem de nível da linha férrea, que dá acesso à Rua Urcezino Ferreira.

Segundo a administração, o prefeito se reuniu na Capital com o secretário estadual da Segurança Pública, general João Camilo Pires de Campos. Cervantes apresentou as demandas da cidade e, entre as reivindicações, tratou da reposição do efetivo da Polícia Militar, mais viaturas, operações frequentes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e integração dos sistemas de monitoramento por câmeras da prefeitura e da PM; além da integração regional no monitoramento, sobretudo na utilização do Sistema Detecta nas câmeras do Sistema Anchieta-Imigrantes.

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